Você nos enviou e aqui estão suas memórias e declarações de amor ao Teatro do Parque

Nesta quinta-feira, 24 de agosto de 2017, o Teatro do Parque completa 102. Nos últimos sete o espaço foi mantido fechado por conta de uma restauração que não avança em decorrência de razões que se perdem entre falta de transparência, desinteresse e desvalorização da cultura.

Nesta data, em que o fechamento foi alvo de audiência pública na Câmara do Recife e dois dias antes de uma mobilização pública que e cobra a reforma e a reabertura do teatro, o Antes que suma publica memórias do Parque.

Leitores atenderam o nosso apelo e nos mandaram suas melhores lembranças deste teatro que é parte da vida de muita gente. Eles responderam a pergunta feita no dia 13 deste mês de agosto na publicação:

Qual o seu momento inesquecível no Teatro do Parque?

O apanhado se constituiu numa avalanche de recordações afetuosas e expressões de lamentos, reminiscências da infância, de passeios pela cidade, da companhia de amigos, da presença dos pais, de um programa emocionante… Enfim, de momentos alegres que existiram a partir da existência e funcionamento do Parque.

Projetos como Pixinguinha e Seis e meia estão no coração de muita gente. Shows musicais, peças e filmes são lembrados com carinho.

Apresentações de Belchior, Fagner, Luiz Melodia, Cida Moreira, Jane Duboc, Robertinho do Recife marcaram a história de muitos. Filmes nacionais e arrasa-quarteirões americanos estão na memória de frequentadores saudosos.

Há ainda quem guarde num escaninho precioso da memória afetiva as apresentações do grupo de balé que participava e as peças infantis para as quais levavam os filhos.

Além de ser um motor da vida cultural da cidade, abrindo espaço para manifestações artísticas de naturezas diversas, o local era uma máquina de movimentação social do centro da cidade.

Sem ele, artistas perderam palco e plateia, o público ficou sem diversão e programações culturais de qualidade e a cidade se viu órfã de um espaço de promoção de encontros, debates e difusão de arte.

Enfim, o silêncio e a interdição do Parque só acarretou perdas, misérias, tristezas e saudades.

E é contra esta estagnação das obras que acaba por simbolizar o desprezo que a Prefeitura do Recife tem demonstrado pela cultura que artistas pernambucanos promoverão a Virada cultural pela reabertura do teatro (VEJA AQUI a programação – Por Aqui)

Agora, vamos às recordações confessadas ao Antes que suma por quem quem frequentou e sente falta do Teatro do Parque:

No Instagram:

Tatto Medinni – Foi onde apresentei minha primeira peça “Perdoa-me por me traíres”, de Nelson Rodrigues, com Direção de Carlos Salles e Normando Roberto Santos. Aconteceu no ano de 2004, dentro da programação do Festival “Todos Verão Teatro”

Marilene Mendes: Projeto Seis e Meia, Onde assisti: Belchior, Ivan Lins, Djavan. Shows de Gal Costa, Caetano Veloso, dentre outros. Também um musical lindo : Hair, com Altair Lima , Ilza Carla, dentre outros. Não lembro se foi em 1977. Tantos momentos lindos… 😘😘

Larissa Correia (Larrousse):  Alguns shows e muitas sessões de cinema

Ana Nogueira:  Priscila, a rainha do deserto.

Roberta.Lira.334: Lembro-me de sair do colégio e ir ao cinema. Era gostoso, e barato para a minha condição de estudante. Gostava de sentar lá dentro, no banco, perto das árvore e escrever. Não era só um cinema. Era um pequeno refúgio.

No Facebook:

Nanay Costa Teatro do Parque foi um dos cenários da minha infância, adolescência,uma parte da vida adulta, não tive o prazer de curtir mais porque ele está anos fechado com essa reforma que nunca tem fim. Assisti ótimos filmes, peças e shows como o inesquecível projeto da MTV o Sintonizando Recife. Muitas saudades,Teatro do Parque realmente era o Teatro do povo.

Fátima Fátima Eu penso que desvalorização do teatro é também decorrente da desvalorização pela qual passa o centro do Recife aliado a crise em que estamos passando. Penso que não só o teatro mas toda aquela área precisa de investimentos. A casa em que morou Clarice Lispector poderia ser um memorial incrivel mas está abandonada. Aquela área tem um enorme potencial turístico (não esqueçamos a Matriz do SS. Sacramento igreja histórica) mas infelizmente não há investimentos.
*não fiz afirmações só é minha opinião

Gabriele Freitas O Teatro do Parque foi um dos protagonistas da minha infância quando o assunto era lazer. Assistia às peças que o palhaço chocolate promovia e alguns shows, como o de Xangai. Carrego boas lembranças do Teatro e espero pela sua recuperação! É um patrimônio cultural da nossa cidade e voltar a frequentá-lo seria maravilhoso! 

Sergio Santana O Domingo de manhã era lindo! aquela fila na calçada, o cheiro da pipoca, as crianças pulando loucas pra vê o palhaço chocolate. os estabelecimentos ao redo lotado, os adultos tomando suas cervejas gelada na maremoto ou lanchonete estrela. Saudades só isso que restou!.

Arlindo Viana Mais uma pérola q estar quase sumindo, mais uma vez pela incompetência e mediocridade do poder público lembrando que há várias autarquias estaduais e municipais responsáveis pela cultura, todas entupidas de funcionários e totalmente ausentes da realidade.

Reinaldo Malta Década de 90-00 Era como um cine de arte ( tipo o cinema da fundação no Derby)… Embora desse prioridade aos “não comerciais” assisti Moulin Rouge lá. E também a várias peças e companhias performáticas de outros países e estados. Tinha programação diária e filas imensas. Tempo em que a rua do hospício era mais segura e com bons estabelecimentos. Divertimento e cultura garantidos.

Ana Cristina Reis Bezerra Frequentei o projeto seis e meia, o cinema e teatro. Lembranças especiais: peça “Senta No Leão que Ele É Manso” com a troupe de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone; show do MPB4; show impactante do Cordel do Fogo Encantado…

Bernadete Alves Tambem assisti ao ultimo evento antes de fechar,show de irah caldeira pelo projeto assembleia cultural,eu amigos, bem animado,no estilo irah,so que tinha um fanatico que ficou querendo agarrar ela no final!

Letícia Lira Garcia As dezenas de filme que assisti por um real depois de largar da faculdade. E também os shows do Projeto Seis e Meia, o que mais me marcou foi o de Lo Borges Oficial.

Jóice Brito Eu fazia parte de um grupo de dança na minha infância e fiz várias apresentações neste Teatro, era muito mágico, foi onde me aproximei ainda mais do México, através de um filme sobre a vida de Frida

Cida Guilherme Muitos momentos maravilhosos. Entre eles, Abril pro Rock, projeto seis e meia, Show de Belchior e também o filme cinema, aspirinas e urubus. Sinto muita saudade do nosso Teatro do Parque

George Modesto Todos os shows do Projeto Pixinguinha que vi lá foram maravilhosos. Mas o show de Cida Moreira foi impagável!

José Ricardo Dos Santos Triste, muito triste em ver nosso patrimônio ruir. Povo ignorante! Os shows do “Seis e Meia” foram maravilhosos. Vi um show inesquecível do Ivan Lins.

Gilberto Borba Show Vivo de Alceu Valença e a primeira vinda de Milton Nascimento ao Recife, inesquecível.

Fátima Fátima Para mim o teatro me lembra os tempos do cinema e também um tempo que todo esse entorno era mais valorizado

Ceça Vieira Os vários shows do projeto seis e meia, dentre eles, o de Belchior.

Paulo Sergio A casa onde morou Clarice Lispector é outro absurdo, totalmente abandonada…uma cidade sem memória.

Paulo Sergio Há sete anos sem funcionar, esse espaço de lazer e cultura agoniza, enquanto a nova Assembléia Legislativa foi construída e inaugurada no espaço de 2 anos! Bando de políticos escrotos!!!

Edmar Melo não lembro a data, mas foi no incio dos anos 80 show de Lula Cortes, antologico.

Hugo Borges Quando pela 1º (e única vez) pude ver uma apresentação da Trupe do Barulho, era meu grande sonho de infância ver Cinderela e cia. Acho que o ano foi 2008.

André Garcia Os desconhecidos Chico Science e Nação Zumbi fazendo um show de abertura. Não lembro de quem era o show principal, mas lembro do show de abertura. 

Bernadete Alves Lembrei de mais uma,entao com uns dez anos,1975,festa das criancas do min.da agricultura,onde meu pai trabalhava,muito sorvete,show e no final fui contemplada num sorteio com um boneco “juquinha”

Marta Bonora Inesquecível Projeto Pixinguinha, o show de Djavan bem no início da sua carreira.

Samuel Lins Soares Foi ver e ouvir a uma palestra do grande mestre imortal e armorial Ariano Suassuna e ao filme o Auto da Compadecida com minha noiva.

Germana Lima Filmes bons, em especial se não me engano Cinema Paradiso.

Marcelo Queiroz Show de Robertinho do Recife quando ele retornou dos EUA ainda nos anos 70.

Marinalva Urbainski “Projeto seis e meia ” uma vez por semana, era muito bom……. 
Izabel Cristina Especiais espetáculos infantis!!! Levava meu filho!
Frederico Lucena de Menezes Auto da Compadecida por marionetes, com meus pais, há mais de sessenta anos..
AdaptCar Adaptação de Veículos Show do Roupa Nova, Música Sapato Velho. Pelo menos uns 30 anos… inesquecível !!!
Iana Nicéas Luiz melodia cantando aí… inesquecível!!!! ❤️
Denise Maia Projetos Pixinguinha e Seis e Meia. Vi feras da música brasileira…
Zilma Firmino Dos Santos Vi dois show maravilhosos: um com Edson cordeiro e outro com Luis Melodia.
Marlon Pierre O show do Texticulos de Mary não teve igual.
Norberta De Melo Silva O show de Jane Duboc nos tempos do Projeto Seis e Meia.
Patricia Araújo Um show de Kleion e Kledir e os filmes com ingresso bem baratinho.
Eloisa Moraes O projeto 6 e meia….
Helena Amaral Projeto seis e meia!!
Bruno Lopes Apresentação do folclore pelo colégio Apoio!!
Marlon Pierre Será que Geraldo Julio assistiu algo por lá?
Sergio Santana Muitas lembranças boas.
Valéria Costa Projeto Seis e Meia e Projeto Pixinguinha , década de 70
Flavia Sales Show de Quinteto Violado
Ana d’Azevedo Projeto Seis e Meia
Fatima Albanez Foram muitos.
Lilian Maciel Show de Fagner.
Geraldo Chagas Show Simone – Cigarra. Projeto Pixinguinha.
Elizabeth Vila Nova Show do seis e meia 👏👏👏👏
Ana Flavia Soares Sem comentários!!
Solange Guedes Lembro do projeto seis e meia, adorava ir
Teca La Macchia Ai gente… Não pode não… Teatro é patrimônio! Lutem por ele!!!
Lilly Poliesti Festival de Música do colégio. Show do 14bis.
Alcidesio Dos Anjos Barbosa Um SHOW da cantora ROSA MARIA.
Francisco Santos Banda 14 Bis em 1984
Adriana Tamborini Projeto seis e meia!! Amava! !!
Jus Felipe O show da banda 14 Bis.
Carolina Carneiro Leão As peças de Cadengue com Bruno Albertim.
Marcelo Xavier O teatro tava se virando com filmes a 1 real e a galera fumando maconha no pátio.
Tava difícil. Foi só João da Costa (de longe nosso pior prefeito) parar de injetar verbas públicas em quantidade suficiente e acontecei o esperado. Infelizmente ninguém se interessa em pagar o necessário para manter esse equipamento funcionando. Nem estado, nem público.
Hélvio Polito Lopes Filho Eu assisti quase todos os shows do Projeto seis e meia, com Cartola, Fagner, Simone. Década de 70, saindo do Colégio Nóbrega.
Eneida Feitosa Coquinho O projeto seis e meia era tudo de bom… Um excelente motivo pra perder a primeira aula na Unicap.

No Twitter:

  14 – Assisti Kill Bill e Amarelo Manga lá, além do show do 3 na Massa.

Relembre o que o Antes que suma já publicou sobre o Teatro do Parque:

Teatro do Parque chega aos 101 anos fechado e com obras de restauração paradas

NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, TEATRO DO PARQUE COMPLETARÁ 101 ANOS FECHADO E COM OBRAS DE RESTAURAÇÃO PARALISADAS

CEM ANOS SEM FESTA – FECHADO NO CENTENÁRIO, TEATRO DO PARQUE SE TORNA
SÍMBOLO DA INEFICIÊNCIA E DO DESCASO DA PREFEITURA DO RECIFE COM O PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO E CULTURAL

 

Quem Somos

Josue_NogueiraJosué Nogueira, jornalista formado pela UFPE, com pós-graduação em História Contemporânea pela mesma universidade. Já atuei no Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco e Diario de Pernambuco e assessorias de imprensa. Fui repórter e editor de Economia e repórter, blogueiro e colunista de Política. Desde novembro de 2014 edito, no Facebook, a página Antes que suma.

A comunidade virtual e também o site surgiram para documentar a existência de imóveis com valor arquitetônico e histórico que resistem ao descaso de proprietários, à desatenção do poder público e à ganância do mercado de Pernambuco, do Recife em especial. Também têm espaço aqui aqueles que estão mantidos em bom estado e funcionais, provando que o passar do anos não é sinônimo de inutilidade.

O trabalho, portanto, joga luz sobre belezas e peculiaridades de construções de estilos diversos, simples ou suntuosas, que testemunham o passar do tempo e são documentos da conexão do homem com a arquitetura. Sejam elas moradias, edificações públicas ou privadas, comerciais ou religiosos. Enfim, a razão de ser da página e do site é a busca pela valorização e preservação desse patrimônio tão desrespeitado.

×
Onde denunciar

Caminhos para se denunciar agressões ao patrimônio e iniciar processo de tombamento ou transformação em Imóvel Especial de Preservação (Iep)

Denúncias de agressão a um imóvel que mereça ser preservado podem ser apresentadas à Diretoria de Proteção de Patrimônio Cultural do Recife, Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Ministério Público), Fundarpe e Iphan.

O ideal é explicitar a relevância histórico-cultural do imóvel e, se possível, um estudo nesse sentido.

A denúncia pode ser feita por particulares, mas se for pelo próprio Poder Público, mais força tem. A Diretoria de Proteção do Patrimônio Cultural do Recife(DPPC) faz esses estudos.

Pode-se também protocolar um pedido de tombamento, tanto na (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) como Instituto do Patrimônio Histórico e Arstístico Nacionak – Iphan

 A lista dos imóveis que estão sendo objeto de estudo para poderem virar IEP fica na DPPC. Para se ter acesso a ela, pode-se tentar um pedido de informações. Não está claro que se os estudos ocorrem em sigilo ou não.

 IEP e tombamento são institutos distintos. Cada um tem procedimentos e consequências diferentes

Para ver como proceder em relação aos IEPs, é precico consultar a Lei Municipal 16.284/97.

 Para tombamento, o imóvel precisa ser federal ou estadual.

 Se a proteção for negada na esfera administrativa, ainda pode haver ação judicial para declarar um bem como IEP ou para tombá-lo.

 OBS: A lista dos IEPS está como anexo na própria lei que os institui, a Lei Municipal 16.284/97

 (Informações da promotora de Justiça Belize Câmara)

×
Contato

Nome

E-mail

Mensagem


×
Legislação

Leis que regulam uso do solo e estabelecem limites à construção carecem de “atualização” no Recife

O conjunto de leis e códigos que rege uso de solo e ocupação de espaços urbanos e estabelece limites para construções no Recife é marcado pela falta de atualização.

A lei do Uso do solo (1983):

É a lei básica que trata de como deve se dar a ocupação da cidade, fixa limites para a construção civil e dá garantias de preservação espaços urbanos.
Inicialmente era restritiva e garantia regras “civilizadas” na relação mercado e cidadania.
Mas, “modernizações” incluídas em 1998, a flexibilizaram e a ocupação desmedida dos espaços foi incentivada. As construções chegaram até as calçadas, sem um centímetro de recuo. Os muros cresceram e deram aspecto de fortaleza a edifícios residenciais e comerciais. Enfim, as construções se desvincularam da cidade.

http://www.recife.pe.gov.br/pr/secplanejamento/servicos/leis/lei16414.pdf

https://pt.scribd.com/doc/88578928/LEI-N-16-176-96-Lei-Ocupacao-Solo-Recife

Lei dos 12 Bairros (Lei Nº 16.719 /2001):

Criou a Área de Reestruturação Urbana – ARU – incluindo os bairros do Derby, Espinheiro, Graças, Aflitos, Jaqueira, Parnamirim, Santana, Casa Forte, Poço da Panela, Monteiro, Apipucos e parte do bairro Tamarineira e estabeleceu novas condições de uso do solo nas áreas.
Por meio dela, foram criadas restrições com a intenção de conter a ocupação desenfreada da Zona Norte e desestimular a acelerada verticalização na região.
Ficaram estabelecidos limitação de gabarito, recuos na área verticalizada, construção de calçadas, áreas verdes. Em suma, tentou-se retomar alguma mais conexão entre os edifícios e a cidade.

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA_K8AI/lei-reestruturacao-urbana-aru-lei-dos-12-bairros

Plano Diretor:

É o instituto máximo da ordenação da cidade e a partir dele o Poder Público deve se guiar no que diz respeito à aprovação de projetos imobiliários considerando o adensamento construtivo, a preservação de patrimônio histórico e arquitetônico, a preservação de bens naturais, artificiais e culturais da sociedade recifense, incluídos aqueles bens que são elementos característicos da paisagem (definição elaborada a partir de texto do grupo Direitos Humanos-Recife.

O Plano Diretor, no entanto, vem sendo desrespeitado e o Poder Público o fere frontalmente. Foi aprovado em 2008, mas não foi regulamentado por completo. Algumas partes foram submetidas à regulamentação, mas de forma isolada. A intenção, pelo menos aparentemente, foi beneficiar setores bem específicos. No mercado, esses ajustes ocasionais foram entendidos como facilitadores do projeto Novo Recife, comandado por consórcio de construtoras que quer erguer torres no Cais José Estelita. Também permitiram o surgimento de arranha-céus na área de proteção histórica da Boa Vista e deu o aval para o plano de ocupação da Vila Naval, em Santo Amaro.

http://www.recife.pe.gov.br/ESIG/documentos/Plano_Diretor/Lei%20Plano%20Diretor
%2017511-2008.htm

 
×