Antes que Suma

Antigo orfanato, ocupado hoje por escola, é preciosidade arquitetônica

Por Jota | 20 de junho de 2017
Essa construção impactante, que mais parece uma catedral, é o surpreendente “destino” da Rua Francisco Lacerda, no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife.
 
Nela funciona o Educandário Magalhães Bastos (escola municipal) e entre suas paredes está registrada muita história.
 
Segundo informações da Fundação Joaquim Nabuco, o palacete começou a ser construído em 1897 por Napoleão Duarte, comerciante que foi sócio do célebre empresário e industrial cearense Delmiro Gouveia, cuja carreira fez história em Pernambuco e Alagoas.
 
O prédio destinava-se, segundo placa comemorativa, ao “Asylo da Infância Desvalida”, que atendia a gente de ambos os sexos.
 
Também, de acordo com a placa, o asilo foi fundado pelo Comandante Antônio José de Magalhães Bastos, um comerciante abastado do século 19.
 
Mas, para além de guardar uma história preciosa, é o riqueza arquitetônica do prédio que chama atenção. Com linhas renascentista, possui nave, cúpula arredondada,  estátuas de mármore no teto e no jardim, colunas gregas em estilo dórico.
 
Segundo o site Inventário Várzea, o Azylo abrigava órfãos e  funcionou entre 1904, quando a construção foi concluída, e o começo da década de 1960.
 
A partir de então, passou a ser chamado de Educandário Magalhães Bastos, nome que perdura até os dias de hoje.
 
O educandário reúne escola da rede municipal de ensino e oferece serviços socioeducativos complementares, como forma de ocupar integralmente o tempo das crianças na faixa dos sete aos 12 anos. 
 
A instituição, prossegue o site, pertence à Santa Casa de Misericórdia do Recife, sendo gerida pela própria Santa Casa e também pela irmandade “Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo”.
 
O bairro da Várzea, embora esteja começando a se tornar alvo do mercado, já contando, inclusive com arranha-céus, ainda possui recantos pitorescos do Recife e conserva algum charme do passado.
 
Segundo publicação da Fundaj, a  Várzea foi sede de uma pequena povoação do século XVI, originária do Engenho Santo Antônio ali fundado nos primeiros anos da colonização por Diogo Gonçalves, em torno do qual gravitavam 16 outras fábricas de açúcar que juntas formavam a chamada Várzea do Capibaribe.
Mais informações sobre o educandários podem ser obtidas AQUI (inventariovarzea.blogspot). Já para conhecer mais sobre a história do bairro da Várzea, pode-se clicar AQUI (Fundação Joaquim Nabuco).