Antes que Suma

Festa-manifesto Pérola Pulsante “ocupa” Villa Ritinha nesta sexta

Por Jota | 3 de maio de 2018

A Villa Ritinha, uma construção do século XIX que desde 2016 é ocupada por café, bar e galeria de arte, na Rua da Soledade, sedia, nesta sexta-feira (04.05), mais uma edição das “festas-manifesto” que vêm acontecendo no Recife em defesa do reavivamento do centro da cidade.

O pessoal do grupo Pérola Pulsante caprichou na produção. DJs, bate-papos, comercialização de livros, postais e de comidinhas estão no “menu”.  Veja mais sobre a programação AQUI  na página-evento criada no Facebook.

A seleção de “atrações” levou em consideração a conexão com a preservação da memória e da história do centro, e claro, com a reocupação e/ou reanimação da região.

A festa será iniciada às 18h. O Villa Ritinha fica na Rua da Soledade, número 35, bairro da Soledade, quase na esquina da Rua Barão de São Borja.

Só para reiterar: o Pérola Pulsante é composto por pessoas preocupadas em reoxigenar áreas cada vez mais esvaziadas e, consequentemente “desertificadas”, perigosas, desvalorizadas e esquecidas pelo poder municipal.

A meta dessa gente é incitar, por meio da promoção de festas, o debate a reflexão sobre a necessidade de dar novo significado ao centro.

Esta será a terceira festa-manifesto. O evento inicial, que aconteceria na Sorveteria Pérola (Rua das Flores, Santo Antônio), em março, acabou sendo realizado no Sovaj (restaurante de comida vegana, na Rua Princesa Isabel). O proprietário da sorveteria desistiu na ultima hora e obrigou a troca de endereço.

O segundo evento ocorreu em abril no majestoso Hotel Central, na esquina da Avenida Manoel Borba com a Rua Gervásio Pires.

Agora, chegou a vez do Villa Ritinha. O casarão que vem sendo recuperado pelo alemão Klaus Meyer, foi convertido num símbolo de resistência e de possibilidade de se preservar dando finalidade nobre a construções antigas.

Construção de 1840, o imóvel reúne obras de arte nas paredes e teto e é repleto de ornatos neoclássicos e art nouveau. Há pinturas e azulejos vindos da Holanda, França, Portugal, Bélgica e Inglaterra.

Além de beleza, o sobrado é repleto de histórias. Foi residência de um barão português do açúcar e, segundo informações do Jornal do Commercio, o nome Ritinha seria uma homenagem à esposa do “nobre”.

Após ter sido residência-ostentação – até uma jaula de leões é vista até hoje no quintal – a casa foi utilizada como hotel, pensão e até bordel.

A recuperação do prédio foi iniciada em 2016 e ainda está em andamento. Tudo é feito para preservar características  originais.

A festa, que será iniciada às 18h, acontecerá em espaços externos e no salões do Villa Ritinha, onde podem ser vistas obras de arte em exposição.

Relembre posts sobre o Villa Ritinha – a primeira informação sobre a transformação da casa em café e galeria foi publicada pelo Antes que suma, ainda em 27 janeiro de 2016.