Antes que Suma

Alvo de construtoras e espigões, Boa Vista dos “pequenos prédios” resiste

Por Jota | 13 de junho de 2017

Bairro central, repleto de imóveis seculares que formam a identidade e a história do Recife a Boa Vista, tem sido alvo do mercado imobiliário.

Interessadas em erguer torres em regiões centrais e dotadas de serviços, as construtoras tem derrubado casas sem cerimônia.

Nos arredores da Avenida Conde da Boa Vista, no trecho entre as ruas da Soledade e Dom Bosco, sete arranha-céus foram ou estão sendo erguidos de 2014 para cá.

Do tempo em que os prédios da região não passavam de três ou quatro pavimentos – seis já era uma torre – restam poucos.

Já fizemos publicações destacando alguns e agora voltamos a chamar a atenção para eles dentro da Série Aquárius – numa alusão/referência/homenagem ao filme homônimo de Kléber Mendonça Filho.

A obra trata de memórias e de resistência ao império das construtoras que, com anuência do poder público, demole cidades, histórias, identidades, afetos, vida.

Neste post estão três pequenos prédios vizinhos, compostos de térreo e dois pavimentos, localizados na Rua Leopoldo Lins.

Também estão o edifício Manoel Borba, na avenida no mesmo nome, e mais três construções situadas na Rua do Aragão.

Todos estão plenamente funcionais, com apartamentos utilizados como moradia – no caso dos da Rua da Aragão, o térreo é ocupado por empreendimentos comerciais.

Os prédios são estilo caixão, mas com linhas arquitetônicas distintas (mesmo parecidos, os da Leopoldo Lins têm suas peculiaridades).

O da Manoel Borba tem terraços e adornos e as janelas da fachada foram submetidas alterações. Dois da Rua do Aragão (marrom e verde) apresentam traços art-deco.