Antes que Suma

Pequenos residenciais firmes e fortes no Espinheiro, Graças e Encruzilhada

Por Jota | 3 de março de 2017

Mais uma “edição” dos “Aquarius” que sobrevivem à especulação imobiliária e a inércia conveniente e lucrativa do poder público no Recife.

Desta vez, o Antes que suma reúne exemplares do Espinheiro, Graças e Encruzilhada.

Relembre abaixo o primeiro post da série:

Pequenos edifícios resistem e contam a história de se “morar em prédio” no Recife

O “representante” do Espinheiro é um pequeno edifício de térreo e dois pavimentos situado na esquina das ruas Dr. Geraldo de Andrade com Frígio Lima.

Tem exatamente as mesmas linhas arquitetônicas do Edifício Monte Castelo (localizado em rua homônima, na Boa Vista, e chamado carinhosamente de “prédia”), já mostrado aqui no Antes que suma:

 “Prédia” permanece de pé, um ano após ter sido esvaziado

Não foi possível localizar o nome. É pintado de um rosa envelhecido e, com jardim, muro baixo, varandas e janelões “dialoga” com a rua.

Nas Graça, mais precisamente na Rua da Amizade, está o Edifício Santa Tereza. Também conta com térreo e dois andares. Não possui varandas, mas tem azulejos em tons terrosos como “adorno”.

A terceiro e última edificação fica na Rua da Coragem, no coração da Encruzilhada. Na realidade trata-se de dois prédios iguais e geminados.

Têm, assim como os demais, três pavimentos, muros baixos, jardins com árvores, fachadas com cobogós e azulejos com imagens de santo (um deles se chama Santo Antônio).

Estas, como muitas outros que apresentaremos em publicações futuras, são pequenas construções residenciais erguidas ao longo do século XX no Recife que resistem ao assédio das construtoras e à falta de zelo do poder público pela história e pela identidade da cidade. Abaixo, post relacionado ao tema:

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