Antes que Suma

Casarões abandonados e deteriorados apagam identidade do Recife

Por Jota | 5 de junho de 2017

Casarões que ajudam a contar a história do Recife seguem sua sina de abandono.

Desta vez registramos dois exemplares na Rua da União, na Boa Vista e um terceiro na Rua Joaquim Nabuco, nas Graças. Os três contam com características de construções do fim do início do século 20.

Os dois primeiros, vizinhos e situados nos fundos do histórico Ginásio Pernambucano, estão esquecidos há décadas – e oferecidos para a venda.

São dois sobrados de térreo e primeiro andar.  Nas ruínas pode-se reparar que grande parte do teto desabou janelas desapareceras as portas foram fechadas com tijolo.

No mais alto deles, observa-se a presença de adornos decorativos e no topo um emblema ou brasão, indicando que pode ter sido a sede de alguma instituição, entidade, empresa.

O imóvel das Graças está há pelo menos 30 anos relegado ao esquecimento. Reúne características de residência. Tem portão (de ferro) que dá acesso à entrada lateral e quintal.

Como os demais, apresenta-se extremamente degradado. No térreo, as cinco janelas estão cobertas com tijolos. As do primeiro andar ainda podem ser vistas.

Os três sobrados situam-se estão em áreas valorizadas, mas são invisibilizados por causa do abandono. O descuido, segundo aponta a tendência do que ocorre no Recife, pode ser proposital.

Provocar a decadência de prédios antigos é, muitas vezes, o caminho para a demolição.

Afinal, a justificativa de que os imóveis estão imprestáveis pode, quem sabe, facilitar a anuência de órgãos fiscalizadores de patrimônio arquitetônico e histórico.

Mas antes desaparecem de vez, comprometendo a identidade e a história do Recife, estão registrados aqui. Relembre posts que tratam do tema:

Abandono de sobrados e até de ruínas simboliza “política” de preservação 

Demolido em 2015, sobrado da Padaria Capela cede espaço a farmácia (mais uma) 

Sobrado é restaurado para abrigar estabelecimento de ensino superior