Antes que Suma

Casa-estúdio de Edmond Dansot dá lugar a prédio, na Rua das Ninfas

Por Jota | 28 de janeiro de 2017

A Rua das Ninfas, cantada em verso e prosa, perdeu em 2012 um dos seus moradores mais ilustres.

E, se a partida do fotógrafo francês Edmond Dansot deixou a Boa Vista mais pobre, condenou a rua a perder um precioso patrimônio arquitetônico.

A casa-estúdio onde o fotógrafo viveu e montou um rico acervo de imagens do cotidiano do Recife de décadas passadas desapareceu.

Um prédio de apartamentos está sendo erguido no lugar da casa de portas e janelas coladas na rua e de jardim-quintal e varanda generosos.

Por enquanto ainda podem ser vistos pedaços da carcaça da fachada e a coluna que sustentava o portão que dava acesso ao quintal.

O edifício “engole” um imóvel que contava uma história de valorização do Recife, do modo de viver no centro, de construções conectadas às ruas.

A casa de Edmond Dansot era referência de beleza e identidade no bairro. Além de guardar, nas fotos do francês,  memórias do jeito de ser do recifense e do pernambucano.

Segundo o site Focus, o acervo de Dansot estão mais de 150 mil documentos classificados.

Eram de sua autoria, por exemplo, os registros do Recife nas décadas de 1950 e 1960 que decoravam as paredes do antigo e lendário Bar Savoy, no Recife Antigo, junto ao poema de Carlos Pena Filho, Guia prático da cidade do Recife, sobre a capital pernambucana.

Edmond Dansot nasceu na França e chegou ao Brasil em 1937, aos 13 anos, para estudar com os Maristas.

Aprendeu a fotografar em Belém, como assistente do fotógrafo Fritz Liebman, a quem considerava um mestre. Morou no Recife desde a juventude até sua partida aos 88 anos.

Leia mais sobre Dansot AQUI (site Focus), AQUI (Jornal do Commercio) e AQUI . (Prefeitura do Recife). Neste AQUI, um texto lindo da artista-plástica Ana Lira