Antes que Suma

Histórica e sui generis, Casa Leão pode desaparecer e deixar o centro ainda mais pobre

Por Jota | 23 de março de 2017

Em agosto de 2015, quando ao Antes que suma ainda se resumia à fanpage, publicamos um post enfocando a Casa Leão, a primeira especializada em produtos agropecuários do Recife. O texto foi o seguinte:

“Na Rua Engenheiro Ubaldo Gomes de Matos, 19, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife, essa loja de produtos para animais (de estimação ou não) resiste ao tempo.

Está deteriorada, mas mantém na fachada as esculturas em alto relevo que tornaram-se marca registrada.

O prédio tem “cara” de passado, e carece de manutenção. Aliás, a Casa Leão simboliza a decadência do centro. Pelas ruas de Santo Antônio e São José sobram imóveis envelhecido, descaracterizados e necessitados de recuperação”.

Pois nos últimos dias leitores têm alertado para o fato de a loja estar sob risco de ser demolida. E enviaram link de uma reportagem do LeiaJá que conta esta história. Veja abaixo:

Briga solitária por um patrimônio do Centro do Recife 

A matéria que a construção, que guarda memórias de outros tempos, luta para continuar de pé, contra ameaças de leilão – por conta de questão trabalhista – e até de demolição.

Contra isso, prossegue o texto, Mauro Carneiro, atual proprietário, tenta, na justiça, tombar a construção.

O LeiaJá informa que há mais de 20 anos, Carneiro foi convidado pelos antigos proprietários da Casa Leão a assumir o comércio, que já funcionava desde a década de 30, e desde então estuda a história do local.

Diante das ameaças do fim da Casa Leão, ele começou a juntar vasta documentação sobre a história da casa e, em 2016, deu entrada em um pedido de tombamento da construção.

“Eu quero deixar isso aqui como patrimônio para os recifenses. É uma lembrança viva da nossa história. Tem muita gente que nem vem para comprar, mas senta, conversa  e se lembra dos tempos áureos da Casa Leão”, disse Carneiro ao LeiaJá.

O Antes que suma torce para que o processo de tombamento avance, que o empreendimento de 1939 consiga resolver a questão judicial e que o prédio e sua fachada sui generis sejam preservados em nome da memória do bairro de Santo Antônio e do Recife.