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Chalés: história contada em lados opostos do Capibaribe

Por Jota | 16 de junho de 2017

Estes dois chalés desafiam o tempo em lados opostos do Rio Capibaribe. O primeiro (na sequência da galeria de fotos) fica na Rua Benfica, na Madalena. O segundo, na Viscondessa do Livramento, no Paissandu.

Ambos têm teto em v, dois pisos, escada na fachada dando acesso ao terraço, janelões. O da Madalena tem indicativo de ano da construção no topo do frontão (1885).

O outro não traz essa informação, mas, muito provavelmente foi erguido entre o fim do século 19 e o começo do século 20.

Este tipo de construção, muito semelhante a casas de fazenda – eram inclusive erguidos em grandes terrenos – foi bastante comum nesse período em Pernambuco. Alguns exemplares ainda resistem bairros como Casa Forte, Madalena e Graças.

Estes dois permanecem em bom estado e estão oferecidos para aluguel. O da Madalena já abrigou empresas de diversos segmentos. O do Paissandu, já foi bar, restaurante e sede de imobiliária.

Os dois chalés representam um tempo relevante da história do Recife. Um tempo em que morar nas cercanias do Rio era o ideal de muita gente, mas privilégio de poucos.

Curiosamente, hoje os dois ocupam espaços em regiões extremamente cobiçadas por construtoras.  Mas vão cruzando o tempo e se mantendo intactos.

Estes e mais dez chalés são considerados Imóveis Especial de Proteção (IEP) desde os anos de 90 pela Prefeitura do Recife.

E é este reconhecimento que vem garantindo a preservação dessas construções.

Os dois focalizados aqui estão em áreas de grande movimento e certamente são pouco notados por quem passa de carro ou ônibus. A pé ou de bicicleta podem ser melhor apreciados.

Aliás, os dois bairros contam com um acervo considerável de construções antigas que merecem ser vistas de perto.

Para saber mais sobre os chalés do Recife, clique AQUI (Jornal do Commercio). Sobre o bairro do Paissandu, AQUI (Prefeitura do Recife). Já sobre o bairro da Madalena, clique AQUI (Fundação Joaquim Nabuco). E mais:

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