Antes que Suma

O passado simples, preservado e vivo na Praça de Casa Forte

Por Jota | 21 de fevereiro de 2017

A Praça de Casa Forte, um dos endereços mais caros e disputados, ainda conta, felizmente, com casas.

Um passeio pelas vielas e alamedas concebidas pelo paisagista Burle Marx pode ser “enriquecido” com a observação das construções que cercam o espaço verde mais cobiçado do Recife.

Há exemplares de estilos variados erguidos em épocas distintas. Alguns são ocupados por empreendimentos comerciais, outros foram transformados em salões de festa de arranha-céus que desvirtuam o entorno da praça.

Existem os que resistem e seguem sendo residências, ou seja, têm ainda mesma função de quando foram construídos.

Dentre estes, há uma casa que se destaca por ter se mantido intacta. Fica do lado direito de quem olha para a igreja da Paróquia de Casa Forte.

Talvez seja uma das mais singelas da praça, mas também uma das mais ricas em história. Uma rápida conversa com a moradora – neta do homem que a construiu – constata-se o valor sentimental e o zelo pelo imóvel.

Inúmeras propostas de construtoras foram rejeitadas. Ali vale mais a preservação, a memória de tempos idos do que a conta bancária.

A casa é de 1930 e abrigou gerações, emoções e histórias da família. Tem quintal repleto de fruteiras, jardim com árvores altas, janelões e muro baixo.

A passagem da calçada à porta de entrada é recoberta de ladrilho hidráulico. De longe pode lembrar uma casa de fazenda ou de cidades do interior. Simples, linda e rica em vida.