Antes que Suma

Casarão sarraceno, o “castelo” das mil e uma noites do Recife

Por Jota | 21 de junho de 2017

Esse casarão, como os muitos outros que fazem da Rua Benfica um espécie de compêndio vivo da arquitetura antiga do Recife, já foi enfocado pelo Antes que suma, quando o projeto existia apenas no Facebook.

Agora, volta à pauta por que é fundamental destacar construções antigas preservada, úteis e lucrativas para seus proprietários.

O imóvel fica num trecho em que Ilha do Retiro e Madalena se confundem e nos remete a edificações mouras/árabes e abriga uma instituição privada de ensino.

O estilo arquitetônico é denominado de sarraceno, conforme placa informativa afixada em frente.

Sarraceno, de acordo com o dicionário, era uma das formas com que os cristãos da Idade Média designavam, equívoca e genericamente, os árabes ou os muçulmanos.

Portanto, o estilo arquitetônico sarraceno tem relação com com a arquitetura árabe.

Na placa, pode-se ler o casarão sarraceno na Rua Benfica é o único no estilo e, que a construção foi erguida por um “moçárabe” (cristãos hispânicos que viviam no Sul da península Ibérica em terras conquistadas pelos muçulmanos de quem sofreram influência), à moda de um castelo do Islã.

No começo do século 20, ainda conforme a placa, o casarão abrigou a Pensão Landy, “onde políticos costumavam reunir-se”.

Quer dizer, além do evidente valor arquitetônico, o palacete sarraceno tem história relevante na vida social da cidade.

O casarão, sem muito esforço, parece saído dos contos das mil e uma noites. São três pavimentos. Um piso térreo e dois andares.

Na fachada anterior, escadaria com lances que saem para direita e esquerda dão acesso a um imenso terraço e ao primeiro piso onde estão sete portas azuis com desenho arredondado, feitas de madeira e vidro colorido.

Internamente, uma escada helicoidal leva ao segundo pavimento onde existem mais três portas que dão para e janelas laterais.

No topo do primeiro e segundo andares, adornos e adereços completam as referências árabes.

Mais sobre a Rua Benfica, AQUI (Jornal do Commercio) e mais sobre a Madalena, AQUI  (Fundação Joaquim Nabuco).

Obs: As oito primeiras fotos – inclusive as internas – são de 2015 e foram feitas pelo leitor-colaborador Jorge Orengo. As demais são atuais.