Antes que Suma

Casa modernista merece estar num catálogo da arquitetura recifense

Por Jota | 17 de junho de 2017
Numa rua até pouco tempo atrás tranquila, no bairro da Madalena, uma casa com desenho muito peculiar chama a atenção.
 
As linhas da fachada descrevem figuras geométricas, formam ângulos de graus diversos e apresentam “volumes”.
 
Não bastasse isso tudo, colunas, janelões, azulejos e uma escultura fixada no que seria o “frontão” em outras construções compõem um cenário que há cerca de 60 ou 65 anos deve ter causado estranheza.
 
A casa numero 73 da Rua Menezes Drummond não nega seu DNA. É modernista. E é linda. E, mesmo com aspecto de abandono e oferecida para aluguel, está intacta.
 
Trata-se de um documento de concreto – e concreto – do modernismo recifense.
Já em 1930 o estilo começou a ser presente na arquitetura da cidade. Naquele época destacava-se o pioneiro e vanguardista arquiteto mineiro Luiz Nunes.
 
Mas foi nos anos 50 e 60 que viveu o seu auge com a chegada do mestre italiano Mario Russo e o trabalho dos arquitetos Acácio Gil Borsói, Delfim Fernandes Amorim na formação do Curso de Arquitetura da antiga Faculdade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
 
As informações estão contidas no Estudo para a preservação da arquitetura moderna na cidade do Recife (1930 a 1960), de Roberta Lílian Bezerra Smith e Marcelo de Brito Albuquerque Pontes Freitas. 
 
A casa da Madalena está há anos desocupada e, por conta do seu valor arquitetônico, causa preocupação em quem reside na área e se preocupa com a preservação de imóveis que são registros da história da cidade.
 
O imóvel está situado num bairro que desde os anos 1990 vem sendo tomada por arranha-céus e, por isso mesmo, tem enfrentado problemas decorrentes da falta de planejamento e civilidade.
 
Por isso tudo a torcida do AQS é que a casa seja alugada e se torne útil e lucrativa aos proprietários.  E que, principalmente, seus traços originais sejam mantidos.
 
Mais informações sobre a arquitetura modernista, leia AQUI (arquitracobrasil.wordpress.com).
E sobre a presença do modernismo no Recife, leia AQUI (Estudo para a preservação da arquitetura moderna na cidade do Recife (1930 a 1960)) e AQUI. (Mario Russo e a construção da Cidade Universitária da UFPE).
Obs: sugestão de pauta do publicitário gente fina Fernando Lima.