Antes que Suma

Casas lindas ameaçadas pelo “progresso” dos negócios da medicina

Por Jota | 14 de fevereiro de 2017

O pedaço de rua entre a Visconde de Goiana e a Praça Dom Bosco, na divisa da Boa Vista e Ilha chama-se Joaquim de Brito.

Como tantas outras desta região do Recife alcançada pelo “polo médico” vem perdendo a luta contra o império das clínicas, consultórios e hospitais.

Muitas das belas casas estão ocupadas por empreendimentos do gênero ou já colocadas para aluguel e mesmo à venda.

Algumas resistem e continuam com moradias. Umas estão degradadas e outras ainda bem mantidas.

No pequeno trecho há imóveis de estilos diversos. Há casarões e construções geminadas que lembram vilas operárias – muito provavelmente tenham sido, uma vez que na área existem ruínas que nos remetem a fábricas.

A torcida é que as casas da Joaquim de Brito se “salvem” e que, mesmo as ocupadas por negócios da área médica, tenham a identidade respeitada.

Mesmo não sendo tombados esses imóveis são patrimônio da memória afetiva de quem nasceu, viveu, mora ou simplesmente aprecia esse pedaço da cidade que abarca o Colégio Salesiano, o extinto Colégio Nossa Senhora do Carmo, a sorveteria Frisabor, o casarão da Fidem e o casario das Ruas Barão de São Borja e Visconde de Goiana.

Já tratamos deste tema outras vezes. Relembre:

Casas testemunham passado residencial de área central do Recife

Mais uma casa sob risco de desaparecer por conta do “progresso” do polo médico