Antes que Suma

Casas, sobrados e azulejos vão se salvando nas ruas das Creoulas

Por Jota | 11 de dezembro de 2016

Uma percorrida pela Rua das Creoulas, nas Graças, permite ao bom observador ficar frente a frente riquezas da arquitetura do século 19.

A via, que segundo publicações da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) foi aberta em 1854, reúne sobrados e casas com janelas, portas portões, telhados e azulejos que merecem ser apreciados.

Mesmo depois de mais 160,  parte do casario original da rua sobrevive e ajuda a contar a história da ocupação urbana de um dos bairros mais tradicionais – mas também um dos mais visados e agredidos – do Recife.

As construções que surgiram no Império e assistiram a Proclamação da República no Brasil,  estão preservadas (há necessidade de restauro em vários) e funcionais.

Um deles, azulejado, integra o patrimônio de uma igreja protestante. E, segundo o projeto arquitetônico apresentado no site da igreja para a construção de um novo templo, será mantido. É de se lamentar, porém, o fato de o site não fazer referência à história do imóvel.

As demais edificações são ocupadas por empreendimentos de segmentos diversos. Há restaurante, lojas de molduras e de produtos naturais, voltados para uma melhor qualidade de vida.

As construções, embora do século XIX, trazem ainda características do período colonial. Em algumas, observa-se a ocupação completa do terreno, com as paredes no limite da calçada, e a presença azulejos nas fachadas. Mas em outras já se vê a destinação de espaço para jardins,  característica que se firmaria mais tarde.

Corredor extremamente utilizado por carros e motos, a Rua das Creoulas liga as Ruas Amaro Bezerra e Joaquim Nabuco, no Derby, à Avenida Rui Barbosa – a principal do bairro das Graças. Também por ela se chega à Rua das Pernambucanas, onde existem hospitais, clínicas e restaurantes.

Tamanha importância faz dela um rua agitada e pouco vista por quem a utiliza. Só andado é possível apreciar o preciso conjunto arquitetônico que tem as Creoulas como endereço.

Saiba mais sobre o bairro das Graças, AQUI (texto da Fundaj) e sobre arquitetura do século XIX, AQUI (site Arquitetura no Brasil).