Antes que Suma

Não é Olinda nem Poço da Panela. A casa linda fica na Rua da Amizade

Por Jota | 7 de março de 2017

A Rua da Amizade, no coração das Graças, entre a Rua das Pernambucanas e Avenida Rui Barbosa, merece ser percorrida a pé. E com calma

Ainda existem árvores e algumas casas seculares preservadas e funcionais.

Esta mostrada nas fotos impressiona. Tem janelões, adornos destacados e entrada lateral/garagem coberta pela copa de pequenas árvores.

De cima, observa-se que a casa e mais um imóvel vizinho abrigam uma oficina (ateliê ou fábrica) de objetos de barro (como mostram as sete últimas fotos da galeria, de autoria da jornalista Cynthia Morato).

Leitores também informam que seria a residência do colecionador de arte sacra José dos Santos, conhecido como Zé Santeiro.

O homem é dono do maior acervo particular do gênero no país. São mais de três mil peças reunidas em mais de 70 anos de “coleta”.

Há oratórios, objetos litúrgicos, quadros e imagens em madeira, pedra-sabão, barro, metal, vidro, cristal entre outros materiais, adquiridos em diversos estados.

O contexto formado pela casa e a rua nos remete a recantos de Olinda ou do Poço da Panela, na Zona Norte do Recife. Mas se trata do bairro das Graças.

Mesmo explorada, desrespeitada e desfigurada esta região do Recife e guarda, ainda bem, joias arquitetônica. Basta olhar com atenção.

No caso específico desta, a riqueza não é só arquitetônica. O local abriga um acervo respeitável de peças que descrevem a história da arte sacra nacional.