Antes que Suma

Casas modernistas da Rosa e Silva: descaracterizadas e vazias

Por Jota | 29 de outubro de 2016

Imóveis Especiais de Preservação (IEPs), as casas vizinhas/irmãs modernistas da Av. Rosa e Silva, nas Graças, estão vazias.

A Padaria Capela, que passou ocupar uma delas a partir de 2015, fechou as portas e deve abrir unidade em Casa Amarela. O aluguel dobrou e o negócio ficou inviável.

A outra permanece embargada pela Prefeitura do Recife depois que foi agredida e “ajustada” para abrigar um depósito de medicamentos.

Árvores e jardim foram destruídos e chegou-se a colocar tapumes na fachada.

Aliás, a casa onde estava a padaria também foi “adulterada”, fato que gerou embargos, multas e processos. Muro e grades foram retirados, o jardim desapareceu e até um suporte gigante para anúncio foi colocado no terreno.

Os dois imóveis, assim como o antigo sobrado onde inicialmente funcionava a padaria Capela, na esquina da Rosa e Silva com a Rua Amélia, são dos mesmos proprietários.

Mesmo sendo a mais antiga construção  da avenida, o casarão foi derrubado com aval do conselho de desenvolvimento urbano do Recife.

O terreno do sobrado foi ocupado por uma farmácia. E as casas modernistas, um tanto descaracterizadas, estão sem uso.

Muito bem localizadas, devem ser ocupadas em breve.

A torcida é para que proprietários e empresários compreendam que o respeito à construção não significa limitação e sacrifícios.

Pelo contrário.  Imóveis estilosos e com história podem ser chamariz e agregar valor ao negócio. Preservação e lucros podem andar juntos.

As casas foram construídas em 1958 pelo arquiteto Augusto Reynaldo e, originalmente, era moradias geminadas.

Leia mais sobre a saga das casas: AQUI (JC) e AQUI (AQS).

obs: sugestão de pauta – Fabiane Cavalcanti