Antes que Suma

Casas garantem beleza e “humanidade” à Rua Cristóvão Jacques

Por Jota | 20 de janeiro de 2017

Entre as movimentadas Estrada de Belém, na Encruzilhada, e Marechal Deodoro, no Torrreão, a Rua Cristóvão Jacques é um espécie de foco de resistência.

A via, ainda livre de prédios, é ladeada por casas. Algumas sofisticadas, outras simples. Umas bem cuidadas e preservadas e outras mais transformadas por reformas e uso de materiais que nada têm a ver com o estilo e a época em que foram erguidas.

Mas muitas preservam muros baixos (às vezes com cerca elétrica) e jardins e podem ser apreciadas. Terraços, varandas e calçadas ainda são frequentados por moradores, vizinhos e “visitas”.

Enfim, a Cristóvao Jacques ainda possui “humanidade” e qualidade de vida só possíveis pela presença das casas.

Conversando com moradores fica claro, porém, ser difícil para alguns manter as construções com características originais e em bom estado.

Aliás a equação entre a conscientização da necessidade de preservação, gastos com manutenção  e uso de casas antigas é difícil de ser resolvida.

Principalmente numa cidade em que o poder público não debate o tema, fecha os olhos e, em muitos casos, se alia à ganância e excessos das construtoras, é quase impossível se vislumbrar algum política séria de valorização de patrimônio arquitetônico e da memória.

O Antes que suma joga luz sobre a questão, mostra as consequências do descaso (público e privado), mas revela também o que ainda há de riqueza “viva”.

A expectativa é que aquilo que de algum modo sobrevive possa ser resgatado, restaurado, reconhecido, valorizado e, principalmente, ocupado e utilizado.

E que órgãos de fiscalização se livrem da atuação limitada pelos fatores resultantes do desinteresse de autoridades do setor e de muitos proprietários.

Longa vida e bom uso às casas da Rua Cristóvao Jacques!