Antes que Suma

Pequeno prédio cercado de árvores é demolido e deve dar lugar a farmácia na Agamenon

Por Jota | 9 de novembro de 2017

O pequeno prédio de pilotis que ficava na esquina da Avenida Agamenon Magalhães com a Rua Henrique Dias, nos fundos da Igreja das Fronteiras desapareceu.

Foi derrubado para dar lugar, de acordo com trabalhadores da área. a uma farmácia. Mais uma nesta Recife doente e onde o mercado de doenças só cresce.

Tinha o número 312 (que ainda está lá no muro ao lado de um portão na Henrique Dias) e era cercado de palmeiras, pés de coco e muitas outras árvores.

Nesta quinta-feira, 9 de novembro de 2017, a derrubada foi exposta e lamentada em posts no Facebook. Pelo que deu para entender, a demolição começou na terça, dia 7.

Estive lá e pude constatar o cenário devastador. O que era prédio se resume a uma montanha de metralhas.

Uma casa que funcionava logo atrás, e, aparentemente, fazia parte do condomínio ainda está de pé, mas já virando escombros.

O Antes que suma fez post sobre o prédio em abril de 2016, ainda quando o trabalho era veiculado apenas no Facebook – o site só seria inaugurado em agosto.

Na ocasião, o post tratou do prédio 312 e fez um paralelo com outro, pintado em azul, situado do outro lado da Agamenon, no Derby.

Abordou a resistência de ambos, o valor arquitetônico e o fato de, mesmo belos exemplares da arquitetura do passado eram quase invisíveis. O título foi este:

DOIS LADOS DA AVENIDA: RESISTENTES, PEQUENOS PRÉDIOS “SE OLHAM” E CONTAM UM POUCO DA HISTÓRIA DA AGAMENON MAGALHÃES, NO DERBY

Sobre o que foi chamado de prédio branco foi escrito:

O branco situa-se na pista local que segue para a Zona Norte e o azul no lado oposto, no caminho que leva motorista para a Zona Sul. São construções antigas que resistem à especulação imobiliária que vem devastando casas e pequenas edificações na região do denominado “polo médico”.

O branco, um prédio de apartamentos, até pouco tempo era ocupado por moradias. Hoje está posto à venda e não deve durar muito. Tem bom recuo, garagem e é cercado de palmeiras e outras árvores. Tem dois andares e um terceiro que aparenta ser uma “casa”, na cobertura. 

E ainda: as construções ajudam a contar a história desse trecho central do Recife com estilos arquitetônicos bem distintos. Embora apresentem esmero estético e detalhes valiosos são praticamente invisíveis na correria da Agamenon.

As fotos da primeira galeria são desta quinta-feira, 9 de novembro de 2017. As da segunda galeria foram feitas em abril de 2016, quando o prédio estava inteiro, mas já vazio e colocado para venda.