Antes que Suma

Prédio do IAB-PE é uma das cinco construções que explicam a arquitetura brasileira

Por Jota | 22 de setembro de 2017

Erguido para ser pavilhão de óbitos da Faculdade de Medicina do Recife, este pequeno prédio modernista localizado no bairro do Derby, região central do Recife, é hoje é a sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PE). E, mesmo tombado em nível nacional, está carente de restauro.

Mas, para além das referências históricas e geográficas, o prédio é, na realidade, uma preciosidade.

Trata-se de uma das cinco edificações brasileiras que explicam (ou fundamentam) a genuína arquitetura nacional. A lista integra um estudo apresentado  livro “O visível e o invisível na arquitetura brasileira”, lançado este ano.

A obra é assinada por José Lira, professor da FAU-USP, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. A informação foi veiculada pelo Nexo Jornal em maio deste ano. Veja aqui:

5 edificações brasileiras essenciais e uma reflexão sobre a ideia de ‘arquitetura nacional’

Texto da revista Vitruvius informa que o  IAB/PE foi projetada por Luís Nunes e Fernando Saturnino de Brito junto com o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da cidade do Recife.

Destaca que o prédio foi construída em 1937 e tombada pelo Iphan na condição de exemplar da melhor arquitetura modernista brasileira.

“A arquitetura moderna brasileira encontra-se representada nas sedes de Pernambuco, Bahia e São Paulo, as quais expressam diferentes momentos do Movimento Moderno e confirmam a importância internacionalmente reconhecida da arquitetura produzida entre 1930 e 1950 em nosso país”, diz o texto, publicado em 2015.

Localizado ao lado do edifício que sedia o campus mais central Fundação Joaquim Nabuco, o prédio do IAB, compõe um conjunto arquitetônico que inclui a primeira sede da Faculdade de Medicina da UFPE, o Colégio da Polícia Militar e Edifício Ulysses Pernambucano (onde estão a Fundaj do Derby e seu famoso “cinema da Fundação).

Com o prédio da Fundaj em processo de restauração, a expectativa dos arquitetos que tocam a obra é que com a retomada das atividades, prevista para o fim deste ano, aquele trecho do Derby seja resgatado como ponto de encontro de moradores da cidade (informações do Jornal do Commercio).

Veja AQUI sobre a recuperação da sede da Fundaj do Derby. E AQUI sobre o IAB e AQUI  sobre o bairro do Derby,