Antes que Suma

Conselho de Cultura, Hotel Central e casarão do Príncipe de “roupa nova”

Por Jota | 12 de janeiro de 2017

Três prédios que ajudam a contar a história da Boa Vista e da Soledade estão passando por uma renovação que faz bem aos olhos.

O casarão do século XIX onde funciona a sede do Conselho Estadual de Cultura, na Rua Oliveira Lima, está ganhando pintura nova.

Depois de ter tido a fachada desfigurada por pichações em 2015 (VEJA AQUI matéria do Jornal do Commercio), o sobrado está recuperando a beleza.

Os trabalhos estão em andamento desde o início do mês. O muro e as grades, assim como toda a lateral voltada para  o jardim estão de “roupa nova” – um amarelo bem mais claro do que o tom mostarda de antes.

A construção tem estilo neoclássico e desde 1985 sedia o Conselho. Na casa nasceu, em 1867, o professor, diplomata e escritor Manuel de Oliveira Lima, que foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letra, Oliveira Lima.

Na paralela Rua do Príncipe um casarão também que é um dos “sobreviventes” do seculo XIX está repaginado.

O imóvel é particular e serve de residência para algumas famílias. Resistentes (e desconfiados) a oferecer detalhes sobre a recuperação, moradores limitaram a informar que a recuperação se resume à nova pintura – cinza e laranja.

Com sete portas e três janelas (que inspiraram a marca do Antes que suma), o casarão chama a atenção pela beleza e pelo fato de, mesmo depois de tanto tempo de descuido, manter traços e adornos preservados.

Por fim, do outro da Conde da Boa Vista, o simbólico Hotel Central, na Avenida Manoel Borba, começa a envergar um tom goiaba em substituição ao salmão que ostentou por décadas. (VEJA AQUI – texto do Diario de Pernambuco).

Os trabalhos já alcançaram parte dos fundos e da lateral direita. O prédio foi inaugurado em 1929 e tem oito andares, foi palco de histórias incríveis da sociedade pernambucana e é elemento forte na formação da identidade do Recife.

Relembre o que o Antes que suma já trouxe sobre o hotel:

 Hotel Central, endereço das estrelas de cinema no Recife

Nos três casos, o financiamento para a pintura das fachadas revela realidades diferentes na sempre complicada tarefa de preservar imóveis antigos.

No caso do casarão-sede do Conselho de Cultura o serviço é bancado pelo governo do Pernambuco, uma vez que o órgão integra a gestão estadual. Ou seja, o dinheiro sai do bolso do contribuinte.

A renovação do Hotel Central está feita com dinheiro do fundo de incentivo à cultura do governo do estado (Funcultura). São R$ 250 mil originários de impostos da população.

Já a pintura da Rua do Príncipe está sendo feita com recursos dos proprietários – situação difícil mais rara e mais incomum das três.