Antes que Suma

Casarão que abriga restaurante na Rua da Hora é joia arquitetônica

Por Jota | 17 de junho de 2018

O Antes que suma intensifica a série de publicações que mostram que casas antigas, construídas para serem residência,  podem e devem ser ocupadas por empreendimentos de segmentos diversos sem necessariamente perder características originais.

Este caminho contribui para óbvia sobrevivência das construções, da memória e da identidade do Recife.

Também colabora para a preservação de quintais – árvores, arbustos, jardins – e, principalmente, impede o surgimento de novos arranha-céus e de todo o arsenal de estragos que, associados à falta de planejamento, castigam o trânsito, o esgotamento sanitário e a humanização da cidade.

Os empreendimentos, em contrapartida, podem associar sua imagem à preservação e explorar o charme que uma casa antiga contém e os os muitos – e lucrativos – interesses que ela pode despertar.

Um dos ramos que melhor vem se apropriando das casas é o de restaurantes. O caso a seguir,  do Bode Entre Amigos Espinheiro, ilustra bem esta realidade.

Talvez muita gente nem note, mas o imóvel onde está instalado, desde 2003, um dos restaurantes mais movimentados da Rua da Hora é uma joia da arquitetura. E o melhor: mesmo com todas as adaptações feitas ao negócio, vem mantendo as linhas originais.

Com “traços” de construções europeias, (certamente com interferências tropicais), a edificação nos remete a casas vistas em bairros sofisticados de Londres.

São dois pisos de beleza em que se sobressaem a harmonia entre o teto “diagramado” em diversas águas e as paredes com volumes geométricos.

O conjunto é complementado com as muitas janelas de madeira em madeira e vidro, a varanda (primeiro piso) com colunas e a imensa porta principal,  no térreo.

Este elemento, especificamente, é um “acontecimento”. Em madeira escura e com seis aberturas para a passagem de luz – com destaque para a oval, ao centro -, a porta é ornamentada com pequenas estruturas de ferro moldado.

Quem frequenta O Bode do Espinheiro e nunca entra no casarão (preferindo sempre a área externa) não sabe o que o perde.

Internamente, a beleza está exposta em revestimento reentrâncias nas paredes, nos pisos e no desenho da escada que liga os dois pavimentos do casarão.

Em 2016, quando estava pintado de laranja, o Antes que fez um registro da grandeza estética da construção. Agora, após passar por restauro, as cores foram renovadas. A casa “se apresenta” num tom de bege com frisos brancos.  

OBS: Por favor, arquitetos e estudiosos que saibam qual é o estilo da casa, por favor, nos informe. Vi em fotos que parece ter linhas vitorianas, mas não acho que seja este o estilo. Quem tiver informações sobre a história do imóvel (quando foi erguido, a quem pertenceu), por favor, disponibilize – pode ser via Facebook.

 

 

Talvez muita gente nem note, mas o imóvel onde está instalado um restaurantes mais movimentados da Rua da Hora é uma joia daarquitetura. E o melhor: mesmo com todas as adaptações, mantém as linhas originais.
Com “traços” de construções europeias (certamente com interferências tropicais), a edificação nos remete a casas vistas em bairros sofisticados de Londres. 
Quem frequenta o Bode Entre Amigos do Espinheiro e nunca entra no casarão (preferindo sempre a área externa) não sabe o que o perde.

OBS: Arquitetos e estudiosos que saibam qual é o estilo da casa, por favor, nos informe. Vi em fotos que parece ter linhas vitorianas, mas não acho que seja este o estilo. Quem tiver informações sobre a história do imóvel (quando foi erguido, a quem pertenceu), por favor, disponibilize.